::11.4.03::
Bem, tô com TPM. Isso, em linhas gerais, significa que 50% do que falo, escrevo e penso é descontrolado da minha própria pessoa. Mas o que eu sinto é igualzinho.
E são tantas coisas!!!
Essa semana tem sido heavy metal total, acho que nunca fui tão escravizada na minha vida!!! Mas tudo bem, porque ainda resta um fiapo de alegria e tranqüilidade das férias, que é o que ta me segurando. Ontem foi uma noite agradabilíssima, e acabamos encontrando, na frente do boteco, o nosso mais novo amiguinho, fofíssimo, o Ty. Combinamos uma saída no sábado, mas até lá acho que já morri. Enfim, a praia ta aí sempre pra isso. Inclusive chamei a homarada do porcobabão pra dar uma passada lá na barraca da Muvuca, pq eles combinaram uma pelada nesse domingo lá na Praia Vermelha. Sábado passado estive com todos, Chuck, Kanhan, Lobinho. E com todas também. E depois caímos na gandaia na Casa Rosa, o que rendeu estranhos frutos. Aliás, cair na gandaia já está me enchendo o saco, e as outras perspectivas são meio que nulas.
Minha onda agora é um cdzinho que a Rê me emprestou, Ney Matogrosso cantando Cartola. Minha onda agora é Cartola. Só que foi onda meio errada, pq as letras são tristes, e de ouvir fico triste também. E canto sozinha, na frente do meu computador com o autocad aberto:
Acontece
Cartola
Esquece nosso amor, vê se esquece
Porque tudo na vida acontece
E acontece que eu já não sei mais amar
Vai sofrer, vai chorar, e você não merece
Mas isso acontece
Acontece que meu coração ficou frio
E o nosso ninho de amor está vazio.
Se eu ainda pudesse fingir que te amo
Ah, se eu pudesse
Mas não posso, não devo fazê-lo
Isso não acontece
Hahahaha, que letra maravilhosamente ridícula. Fico ouvindo essa no repeat, over and over, e volto com aquela minha sanha assassina de tentar entender o que deu errado. O que me deixa triste. E zangada. E daí, no meio da Casa do Pão de Queijo, tomando coca light, percebo que hoje é dia 11, que eu não tenho mais namorado, não quero mais ninguém, quero um milhão de coisas e estou zó. Mas não é de todo ruim estar só. O que bate toda hora é aquela minha cara de ponto de interrogação, e eu fico me vendo no espelhinho do carro e tentando entender se eu mudei, se eu agi de maneira errada, se eu Não agi at all, enfim....Piro. Mas tudo na vida vai bem, e tudo permanecerá bem, salvo se essa novela me enlouquecer de vez, o que é provável. Terça tem aniversário da Li, e também do Leozão, que eu acabei encontrando no carnaval, e até trocamos telefones, e agora eu olho pro nome dele no meu celular, e mais uma vez vem a tal cara: por quê? Para que?????
Bah, besteira. Tudo é besteira, a vida corre numa boa, e a gente vai ficando velha e percebendo que só fica melhor. Porque eu to melhor sim, com certeza, do que há 2 anos atrás. E eu bem sei o que eu quero da minha vida, e eu bem sei que eu vou conseguir, como tudo que eu realmente quis até agora. Como diria o Tim, eu não quero dinheiro, eu só quero amar!
E viver em paz.
:: Marcia Furriel 8:40 p.m.
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| [::..perfil..::] |
"...[R]eturning to the Red Drum for sets, to hear Bird, whom I saw distinctly digging Mardou several times also myself directly into my eye looking to search if I was really the great writer I thought myself to be as if he knew my thoughts and ambitions or remembered me from other night clubs and other coasts, other Chicagos--not a challenging look but the king and founder of the bop generation at least the sound of it in digging his audience digging his eyes, the secret eyes him-watching, as he just pursed his lips and let great lungs and immortal fingers work, his eyes separate and interested and humane, the kindest jazz musician there could be while being and therefore naturally the greatest--watching Mardou and me in the infancy of our love and probably wondering why, or knowing it wouldn't last, or seeing who it was would be hurt, as now, obviously, but not quite yet, it was Mardou whose eyes were shining in my direction, though I could not have known and now do not definitely know--except the one fact, on the way home, the session over the beer in the Mask drunk we went home on the Third Street bus sadly through night and throb knock neons and when I suddenly leaned over her to shout something further (in her secret self as later confessed) her heart leapt to smell the "sweetness of my breath" (quote) and suddenly she almost loved me--"
DO LIVRO The Subterraneans
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