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::24.4.03::
De novo, o meu computador não facilita as coisas...Estava à beira de um grande post ontem, mas o treco travou tudo e lá fui eu pra cama, sem poder mais ligar a máquina. Mas foi maravilhoso, porque estava passando um especial do Frank (Sinatra), com participações de Ella e Jobim. E eu, só em casa, parecendo uma chacrete, dançando e cantando junto com a minha cantora favorita. Foi lindo!!!! Ella e Frank cantando "and I'm think i'm goin' out of my head..." ao lado do piano, os dois dançando à beça e cantando "you cant'take that away from me" e Ella dando show e fazendo biquinho cantando "oh, honey, please, don'te bee that way...". Demais!!!

Depois, mudei de canal para ver um filmeco qualquer, e me deparei, no canal Emotions, com um filme que sempre encontrei na seção de "capas obscuras" do Estação: Post Coituim - Animal Triste. Como tava começando, resolvi que valia a pena ficar mais um tempinho acordada...Infeliz idéia. O filme é muito bom, mas triste, triste e triste até dizer chega! Basicamente conta a história de uma mulher de 40 anos, casada e blá blá blá, que conhece do além (essa parte eu perdi) um cara de 20 e poucos. Se apaixonam perdidamente e um belo dia o cara fala que "cansou". Ou melhor, ele nem fala, ele só some. E daí começa a tristeza, e a mulher enlouquece, e vai atrás, e chora, e esperneia, e tenta voltar, e diz que ama e que nunca mais vai amar assim...ENFIM, uma coisa básica de mulher. E talvez por isso o subtítulo do filme seja "Animal Triste".

Bateu uma tristeza funda em me ver, em alguns momentos, como a mulher do filme, Diane. Guardadas as devidas proporções, mas quem sabe de proporções numa hora dessas?! Tudo é tão ridículo...Em um momento do filme, Diane tenta , quem sabe, fazer com que Emilio (é o menino) volte para ela, ou pelo menos faça amor com ela mais uma vez. Ela chega, se encontra com ele, e fala, fala, fala...Ele só olha e espera, até que o desespero-mor passe, e chega enfim o momento que Diane cansa. E nem mais respirar ela quer, porque udo cansa. Emilio então a leva para a banheira e dá um belo banho quente na mulher, enquanto Diane tenta recuperar algum fiapo de estrutura na sua vida. Ele a tira da banheira, a veste, seca seus cabelos e enrola um lenço em seu pescoço...Finalmente Diane consegue falar, e pergunta, last time (e essa era mesmo!), porque ele fez tudo isso pra ela?!

Emilio disse que estava feliz, porque finalmente ia conseguir deixá-la. COrta para Diane correndo pelas ruas, soluçando alto, desesperada, parando nas esquinas pra gritar, de dor, dor, dor! Respira, mas não entra muito ar, e daí dane-se se ela atravessa as ruas com carros ou não. Chega em casa e vai subindo as escadas do prédio, e tirando, de uma a uma, cada peça de roupa. Entra em casa nua, se joga no chão e fica lá, dormindo até não precisar acordar...

Puta que pariu, quanta crueldade!

Assistir isso tudo me deixou pasma. Talvez 90% de todos que eu conheça vão achar o filme uma merda, mas eu já vi isso acontecer antes...Acho que nunca sofri assim, nunca dependi tanto de alguém assim, mas o grito, o choro e a vontade de dormir até nunca mais, isso eu sei muito bem.



:: Marcia Furriel 11:42 p.m.


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[::..perfil..::]

"...[R]eturning to the Red Drum for sets, to hear Bird, whom I saw distinctly digging Mardou several times also myself directly into my eye looking to search if I was really the great writer I thought myself to be as if he knew my thoughts and ambitions or remembered me from other night clubs and other coasts, other Chicagos--not a challenging look but the king and founder of the bop generation at least the sound of it in digging his audience digging his eyes, the secret eyes him-watching, as he just pursed his lips and let great lungs and immortal fingers work, his eyes separate and interested and humane, the kindest jazz musician there could be while being and therefore naturally the greatest--watching Mardou and me in the infancy of our love and probably wondering why, or knowing it wouldn't last, or seeing who it was would be hurt, as now, obviously, but not quite yet, it was Mardou whose eyes were shining in my direction, though I could not have known and now do not definitely know--except the one fact, on the way home, the session over the beer in the Mask drunk we went home on the Third Street bus sadly through night and throb knock neons and when I suddenly leaned over her to shout something further (in her secret self as later confessed) her heart leapt to smell the "sweetness of my breath" (quote) and suddenly she almost loved me--"

DO LIVRO
The Subterraneans
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Tina the Troubled Teen
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