::12.5.03::
São tantas emoções...
Graças às minhas cólicas, tive um final de semana completo, com sábado E domingo, coisa que não acontecia há mais de meses. Foi bom, mesmo com dor, porque pude passear com a minha mãe e levá-la pra andar de carro comigo, coisa que ela adora. Fomos comer no melhor galeto do Rio de Janeiro, que fica lá na rua Haddock Lobo, Tijuca. Nada como um rolé pela zona norte num sábado de chuva.
Minha mãe ganhou presentes das minhas irmãs, e eu fiquei devendo. Simplesmente não estava a fim de comprar qualquer badulaque pra ela, e eu não sei o que ela quer de verdade. Aliás, agora que eu escrevi isso, acabei de me lembrar do que seria um ótimo e útil presente!!!
Afora o frio e a minha novíssima dor de garganta (conseqüência direta), o final de semana prolongado foi excelente. Sexta foi o dia das festinhas, e no total foram três, finalizando às 6 da matina. Uma noite bem diferente, a começar pelo nível da bebida: ficamos só no pró-secco, com uma cervejinha só no final pra fechar a noite. E mais muitas músicas e performances, uma night do jeito que eu gosto. E mais uns abraços e beijinhos carinhosos, coisa que não faz mal a ninguém, e uma carona pra casa:-)
No sábado fiz a minha boa ação do mês e fui parar num show de forró, mas valeu a pena. Eu fui de botas super altas, ninguém iria se aventurar a dançar comigo mesmo. E ficamos só o tempo necessário para configurar o “prestígio” que demos a festa. Depois, como nao poderia deixar de ser (desde que acabou o verão), Casa Rosa. Às 3 da matina!!! Mas tava todo mundo de sempre lá, e isso é o que importa, MOST of the time. As figuras unexpected da noite foram o Sauron mais Çarunga, meninos que eu não via fazia tempos! E os dois estão ótimos! Bati um papinho com o Alexandre, pra botarmos os fatos em dia, e pareceu com o tal posto da Visconde e Silva. Só que dessa vez não era posto, e enfim, mudamos, crescemos, demos um passinho. Life goes on, já me disseram. Difícil é andar pra frente, mas cada passinho que rola me deixa mais confiante. E estou numa fase ótima, sozinha, mas nem tão sozinha assim.
Ontem fui com o Rodrigo ver “Tiros em Columbine”, no Estação. In-des-cri-tí-vel. Queria muito ter visto o Oscar desse ano só pra ver o que o diretor, Michael Moore, falou. Porque o filme acaba e você nem sabe muito o que falar, é preciso pensar muito antes de tecer comentários, até porque a crítica toda está lá, escancarada, jogada na sua cara. Todo mundo tem que ver, e principalmente todo americano deveria ver. Aliás, qualquer ocidental deveria ver. Todo o mundo.
Saímos do cine rapidinho porque o Rodrigo ia voltar pro Méier de busão, e num domingo! E assim eu, do alto de meu moleton vermelho, calça de ginástica velha e tênis, virei e fui andando até a minha portaria, mas ainda assim deu tempo para eu encontrar meu amiguinho Ty, que já tinha me indicado muito o filme (até pq ele É do Colorado, onde rolou várias das histórias do documentário). De camisa amarela, a MELHOR que ele poderia ter.
Já seria uma surpresa agradável se ele estivesse com qualquer outra cor, mas aquele amarelo ficou devidamente registrado. E ficou registrada a promessa de um encontro não casual, mas marcadinho e com data e hora. Fofo.
:: Marcia Furriel 4:53 p.m.
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"...[R]eturning to the Red Drum for sets, to hear Bird, whom I saw distinctly digging Mardou several times also myself directly into my eye looking to search if I was really the great writer I thought myself to be as if he knew my thoughts and ambitions or remembered me from other night clubs and other coasts, other Chicagos--not a challenging look but the king and founder of the bop generation at least the sound of it in digging his audience digging his eyes, the secret eyes him-watching, as he just pursed his lips and let great lungs and immortal fingers work, his eyes separate and interested and humane, the kindest jazz musician there could be while being and therefore naturally the greatest--watching Mardou and me in the infancy of our love and probably wondering why, or knowing it wouldn't last, or seeing who it was would be hurt, as now, obviously, but not quite yet, it was Mardou whose eyes were shining in my direction, though I could not have known and now do not definitely know--except the one fact, on the way home, the session over the beer in the Mask drunk we went home on the Third Street bus sadly through night and throb knock neons and when I suddenly leaned over her to shout something further (in her secret self as later confessed) her heart leapt to smell the "sweetness of my breath" (quote) and suddenly she almost loved me--"
DO LIVRO The Subterraneans
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