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::12.6.03::
HOJE É DIA

Hoje é dia dos Namorados, dia de lotação de motel, dia de esgotamento de buquê de rosas, dia de restaurantes à luz de velas lotados...Dia de sexo, chocolates e vinhos baratos. Dia de amor, dia de repensar a relação, dia de dar mais uma chance, dia de comprar lingerie nova, dia de comprar cuecas calvin Klein...ENFIM, consumo desenfreado, de coisas e corpos.

Mesmo sem um namorado, hoje está sendo um dia extremamente feliz. Afinal, acho que só passei uns dois dias 12 de junho com alguém real para comprar presentes. Os outros foram curtidos na fossa, viajando, comendo sozinha na sala, ou mesmo assistindo tv sem pensar. Mas eu nunca passei um dia dos namorados tão SEM VONTADE de ter um namorado. Não, não me entendam mal, eu realmente quero me apaixonar, blá blá blá, carinho, fofinho, barbinha...Stuff. Eu só estou muito feliz por estar me sentindo bem, leve, sem sofrimentos. Ontem fui ao shopping ajudar a Beth a comprar presente pro Vinicius, e comprei mais dois sabonetes cheirossérrrimos da L’Occitane pra mim. Nada melhor do que passar um dia qualquer, valentine’s ou não, cheirosa e arrumadinha, com o cabelo num dia FELIZ e trabalhando em paz, ouvindo a PILHA de cds divertidos que eu trouxe pro projac hoje.

E pra celebrar a vida e a total falta de negatividade no meu VALENTINE’s DAY, vou colar aqui, com os devidos créditos e tudo, um texto que realmente deu um help nesse início de semana pras meninas aqui do trabalho, Resolvemos todas que vamos comprar uma escada, JÁ!!! Um grande beijo pra Flávia Gusmão, que escreve muito bem e merece uma escada novinha em folha, e pro MANCHA, que adora que eu fale dele aqui, então eu vou falar mais ainda: BEEEEESOOOOO, nego!!!! You’re the one:-)

Antes de voltar para o ex, pense em comprar uma escada
02/Jun/2003

1- Vamos celebrar o Dia do Ex-Namorado
Namorados não são um problema. Os ex, sim, especialmente os ex que nos dispensaram com desculpas esfarrapadas. Tem o ex de uma amiga minha que me fez lembrar uma piada que corria nos salões no tempo em que Doutor Arraes era governador. O dito espirituoso era, de certa forma, um elogio à longevidade de Miguel Arraes e, para encurtar, dizia que ele tinha se recusado a adotar uma tartaruga como animal de estimação (uma criatura que vive 400 anos) por medo de se apegar ao bichinho. Esse ex-frankenstein que minha amiga teve como namorado durante três anos abriu a boca para terminar o namoro justificando que tinha medo de se comprometer demais. Na verdade, existem pouquíssimas razões para se romper um relacionamento - elas praticamente podem ser contadas nos dedos de uma mão - e elas apenas se repetem de um casal para o outro. Mas homens e mulheres adoram ser inventivos na hora de um rompimento. É por isso que quando eles dizem “Tenho medo de me apegar demais”, na verdade, eles estão querendo dizer “Isso aqui já deu o que tinha que dar”. “Estou precisando de um tempo para mim”, leia-se “Tô afim de gandaiar”. “Você é uma pessoa maravilhosa, eu é que não te mereço”, leia-se “É gaia”. Quando se está, ou se permanece, apaixonado a palavra ‘medo’ só entra no dicionário se for para significar “receio de perder a pessoa”. O resto é invenção. O momento mais delicado no qual uma relação pode se quebrar por nada é o início, quando ainda não se sabe muito bem o que esperar da pessoa.
2- O boicote do ‘eu’ solteiro
Quando começamos a namorar alguém, involuntariamente agimos como predadores que procuram buscar uma falha qualquer na vítima para, então, cair sobre ela e devorá-la. Para um amigo meu, a última gota foi ver a recém-namorada ficar toda entusiasmada com uma celebridade qualquer e pedir um autógrafo. “Olha, FG, eu até hesitei quando fui terminar porque ela era a maior gostosa, mas pedir autógrafo é demais. Não conseguia mais dormir de tanta vergonha que eu sentia quando me lembrava” - Foi esse o sentimental testemunho de um ser masculino que, como todos podem ver, é de uma profundidade chocante. E poderia ser qualquer outro: o jeitinho de cuspir, a maneira como ela gostava de dizer “A nível de”, os dentes que sempre estavam manchados de batom, a maneira irritante de usar o polegar e o mindinho para simular uma conversa ao telefone...Acreditem, nesta fase tudo é passível de detonar o cartão vermelho.
3- Todo cuidado é pouco
Toda essa conversa sobre ex-namorado é justificada porque está chegando aí um dia muito importante na vida de todas as mulheres. Exatamente, o Dia dos Namorados. Quem está sem o dito cujo torna-se ainda mais vulnerável à armadilha de um flash-back. O flash-back é aquele momento crucial em que o mais babaca dos seres passa por uma transformação mágica e torna-se o “homem de nossas vidas a quem perdemos por sermos tão imaturas”. Já foi cientificamente provado que em 99% dos casos tal conclusão não passa de um surto provocado por um excesso de exposição a: 1) Disco dos Tribalistas, 2) Leitura da revista Nova e reforço da teoria machista de que falta homem no mercado 3) Conversa com amigas bem-sucedidas no campo sentimental enquanto você atravessa uma fase de vacas em estado de inanição 4) balança que teima em acusar 4 quilos a mais.
Também já foi demonstrado em ratos de laboratório que a fase aguda desse estado patológico dura um tempo muito curto, resta rezar para que seja curto o suficiente para que, na sua fase aguda, não dê tempo de atrair o ex-frankenstein de volta para a sua cama. Para que isso não ocorra e tudo fique muito mais caro é importante ficar afastado da música “Eu gosto de você e gosto de ficar com você”, o que é uma tarefa gigantesca porque a maldita não pára de tocar. Encostar a mão no álbum de fotografias que está escondido lá no maleiro é terminantemente proibido. Fotos só trazem momentos iluminados do frankenstein, nunca a edição do que ele tem de pior. Vamos fazer como aconselhou a sábia e veneranda Inajá, secretária doméstica versada nessas recaídas todas, com PhD feito no aprazível município de Prazeres. No passado, ao me flagrar fazendo um esforço danado, subindo numas caixas para alcançar o tal álbum de fotos proibidas no tal maleiro e quase caindo, perguntou: “Que é isso menina, tá fazendo o que?”. E eu, me referindo a uma condição mais metafísica da situação, retruquei: “Ah Inajá, eu preciso de um namorado”. Ao que, voltada para as coisas práticas como ela só, sentenciou: “Eu se fosse tu comprava uma escada”. O melhor conselho da minha vida.
Flávia Gusmão/ Jornal do Commercio/ Recife



:: Marcia Furriel 1:34 p.m.


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[::..perfil..::]

"...[R]eturning to the Red Drum for sets, to hear Bird, whom I saw distinctly digging Mardou several times also myself directly into my eye looking to search if I was really the great writer I thought myself to be as if he knew my thoughts and ambitions or remembered me from other night clubs and other coasts, other Chicagos--not a challenging look but the king and founder of the bop generation at least the sound of it in digging his audience digging his eyes, the secret eyes him-watching, as he just pursed his lips and let great lungs and immortal fingers work, his eyes separate and interested and humane, the kindest jazz musician there could be while being and therefore naturally the greatest--watching Mardou and me in the infancy of our love and probably wondering why, or knowing it wouldn't last, or seeing who it was would be hurt, as now, obviously, but not quite yet, it was Mardou whose eyes were shining in my direction, though I could not have known and now do not definitely know--except the one fact, on the way home, the session over the beer in the Mask drunk we went home on the Third Street bus sadly through night and throb knock neons and when I suddenly leaned over her to shout something further (in her secret self as later confessed) her heart leapt to smell the "sweetness of my breath" (quote) and suddenly she almost loved me--"

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The Subterraneans
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Tina the Troubled Teen
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