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DESOVA 4 – O MUNDO MODERNO E O DAVID BECKHAM

Como eu descobri que hoje é o Dia Internacional do Homem (!), aí vai o texto bizarro que saiu domingo no O Globo, sobre o que nos aguarda nesse próximo milênio.





METROSSEXUAIS, O NOVO HOMEM DAS METRÓPOLES
13/07/2003

Heterossexuais vaidosos que parecem gays confundem as mulheres e atraem a indústria da moda e de cosméticos

LONDRES. “Não, definitivamente ele não é o meu tipo. Os brincos não são novidade, até que dão um certo charme. Mas repare só nas unhas pintadas, no brilho labial e na sobrancelha bem delineada. É gay, não resta dúvida.” Nos cafés londrinos, neste verão, reações do gênero não são raras. Precipitadas, sim, sobretudo quando o alvo do flerte frustrado veste-se e age como gay, mas não é homossexual. Ele é metrossexual, o hetero das metrópoles que disputa o espelho com a namorada, não dispensa maquiagem e produtos de beleza, torra pequenas fortunas em lojas de grife e hoje é um dos alvos preferidos do mercado de cosméticos, incansável também na exploração do narcisismo masculino.

O termo metrossexual foi cunhado há poucos anos, em Londres, para definir o gosto particular de uma nova classe emergente de homens solteiros que rejeitam barba, não abrem mão do creme facial e a cada dia tornam-se uma mercadoria fetichista fácil de ser vendida pela publicidade.

Com o passe vendido recentemente para o Real Madrid, David Beckham, o lourinho mais querido do futebol inglês, transformou-se no grande ícone representativo dos metrossexuais. Beckham se engaja abertamente em atividades comuns a mulheres sem a mínima preocupação com a maledicência alheia. Ele pinta as unhas, posa para revistas eróticas masculinas e toda semana muda o penteado. Sua mulher, a ex-Spice Girl Victoria, já revelou que o marido gosta de dormir com suas calcinhas.


Bill Clinton também seria um metrossexual

Pejorativamente o ex-jogador do Manchester United seria chamado de “híbrido” ou SGSGs, um acrônimo que em inglês significa straight guys who seem gay (homens heterossexuais que parecem gays). Só porque David Beckham usa Prada e Dolce & Gabbana, paga mais que US$ 45 por um creme hidratante Kiehl e adora arrumar a mesa de jantar?

- Beckham é um clássico metrossexual. Assim como Clinton, especialmente quando ele se desculpou em público por sua infidelidade conjugal e agora carrega debaixo do braço a autobiografia de Hillary para ela autografar - disse ao GLOBO Marian Salzman, da agência de publicidade Euro RSCG Worldwide, que estuda a metrossexualidade, explicando que o ex-presidente não teve vergonha de parecer menos homem ao reconhecer o poder da mulher. Só nos Estados Unidos, 30% a 35% dos jovens americanos têm tendências metrossexuais, segundo Marian Salzman.

- Nos anos 1900, as mulheres tiveram de lutar pela igualdade. Neste século, os homens estão tendo a coragem de explorar os domínios femininos sem temer perder o seu real status de “homem”. As mulheres precisam deixar de tratar os homens como idiotas - observa a pesquisadora da RSCG Worldwide.

Na dúvida, não arrisque nenhum prognóstico ligando a metrossexualidade aos undergrounds. A rigor, os metrossexuais odeiam o transporte público mais rápido das grandes cidades. Em Londres, preferem o conforto do blackcab, o tradicional táxi da cidade, quando não dirigem suas BMWs, Mercedes ou Porshes.

Na hora do flerte, cuidado para não confundir o metro com o homo. Fionna McAffee, estudante de Teatro da Hampstead School of Drama, aconselha: você pode estar perdendo o homem da sua vida. Ela deu ao GLOBO as dicas para reconhecer um metrossexual:

- Os metros são caras que agem como gays, mas não o são. Quando conheci meu atual namorado, pensei que havia 30% de chance de ele ser gay. É simples distinguir os metros: eles têm, pelo menos, três pares de sapatos Prada, preferem ir a uma galeria de arte do que assistir a um jogo de hockey, usam cremes hidratantes duas vezes por dia, no mínimo, são loucos por vodka com sabor de baunilha e detestam cerveja. Ah, o mais importante: os metros, diferentemente dos heteros clássicos, são fiéis e absolutamente insaciáveis na cama - ensina.

Para especialistas que hoje dão consultoria aos metrossexuais, é fácil convencer as mulheres de que, embora ajam como gays, eles não são homossexuais. O homem efeminado e viril não é uma idéia totalmente nova. E só lembrar que Cary Grant administrou o seu lado feminino, sem sacrificar o seu apelo heterossexual.

Jornal: O GLOBO Autor:
Editoria: O Mundo Tamanho: 708 palavras
Edição: 1 Página: 46
Coluna: Seção:
Caderno: Primeiro Caderno
© 2001 Todos os direitos reservados à Agência O Globo


:: Marcia Furriel 3:44 p.m.


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"...[R]eturning to the Red Drum for sets, to hear Bird, whom I saw distinctly digging Mardou several times also myself directly into my eye looking to search if I was really the great writer I thought myself to be as if he knew my thoughts and ambitions or remembered me from other night clubs and other coasts, other Chicagos--not a challenging look but the king and founder of the bop generation at least the sound of it in digging his audience digging his eyes, the secret eyes him-watching, as he just pursed his lips and let great lungs and immortal fingers work, his eyes separate and interested and humane, the kindest jazz musician there could be while being and therefore naturally the greatest--watching Mardou and me in the infancy of our love and probably wondering why, or knowing it wouldn't last, or seeing who it was would be hurt, as now, obviously, but not quite yet, it was Mardou whose eyes were shining in my direction, though I could not have known and now do not definitely know--except the one fact, on the way home, the session over the beer in the Mask drunk we went home on the Third Street bus sadly through night and throb knock neons and when I suddenly leaned over her to shout something further (in her secret self as later confessed) her heart leapt to smell the "sweetness of my breath" (quote) and suddenly she almost loved me--"

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