::1.8.03::
I STILL HAVEN?T FOUND WHAT I?M LOOKING FOR

Em homenagem aos que estão em Paraty, bem acompanhados (porque estar lá mal acompanhado ou sozinho não vale nem conta), aí vai a primeira que me lembrei do Vinícius, no dia de hoje. Essa poesia veio no livro que ganhei do meu primeiro namorado, e foi a primeira que eu li assim que abri as páginas. Assim que li, a dediquei inteiramente à grande obsessão da minha vida, que na época co-existia junto com a minha doce paixão de adolescente. Quem mereceu mais, eu nunca soube dizer. Mas todos estão gravados comigo, claro, e para cada um deles tenho uma imensa lista de momentos, letras e sons. Essa aí vai para a minha obsessão da década de 90. R.I.P.
A Miragem Vinicius de Moraes
Não direi que a tua visão desapareceu dos meus olhos sem vida Nem que a tua presença se diluiu na névoa que veio. Busquei inutilmente acorrentar-te a um passado de dores Inutilmente. Vieste ? tua sombra sem carne me acompanha Como o tédio da última volúpia. Vieste ? e contigo um vago desejo de uma volta inútil E contigo uma vaga saudade... És qualquer coisa que ficará na minha vida sem termo Como uma aflição para todas as minhas alegrias. Tu és a agonia de todas as posses És o frio de toda a nudez E vã será toda a tentativa de me liberar da tua lembrança.
Mas quando cessar em mim todo o desejo de vida E quando eu não for mais que o cansaço da minha caminhada pela areia Eu sinto que me terás como me tinhas no passado ? Sinto que me virás oferecer a água mentirosa Da miragem. Talvez num ímpeto eu prefira colar a boca à areia estéril Num desejo de aniquilamento. Mas não. Embora sabendo que nunca alcançarei a tua imagem Que estará suspensa e me prometerá água Embora sabendo que tu és a que foge Eu me arrastarei para os teus braços.
:: Marcia Furriel 2:53 a.m.
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| [::..perfil..::] |
"...[R]eturning to the Red Drum for sets, to hear Bird, whom I saw distinctly digging Mardou several times also myself directly into my eye looking to search if I was really the great writer I thought myself to be as if he knew my thoughts and ambitions or remembered me from other night clubs and other coasts, other Chicagos--not a challenging look but the king and founder of the bop generation at least the sound of it in digging his audience digging his eyes, the secret eyes him-watching, as he just pursed his lips and let great lungs and immortal fingers work, his eyes separate and interested and humane, the kindest jazz musician there could be while being and therefore naturally the greatest--watching Mardou and me in the infancy of our love and probably wondering why, or knowing it wouldn't last, or seeing who it was would be hurt, as now, obviously, but not quite yet, it was Mardou whose eyes were shining in my direction, though I could not have known and now do not definitely know--except the one fact, on the way home, the session over the beer in the Mask drunk we went home on the Third Street bus sadly through night and throb knock neons and when I suddenly leaned over her to shout something further (in her secret self as later confessed) her heart leapt to smell the "sweetness of my breath" (quote) and suddenly she almost loved me--"
DO LIVRO The Subterraneans
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