::6.8.03::
REMEMBER WHEN WE WERE YOUNG
CARAJO...Que insônia...Depois de rodar todos os canais da net, rolar na cama e expulsar os gatos, não deu. Estou sem condições de dormir, sei lá eu porquê! Resolvi REconectar a essas alturas da madrugada, só pra checar blogs...Coisa mais sem noção. Acabo de dar uma passada no famoso blog do Janot, e lá está, mais uma vez, a citação do especial do Pink FLoyd que passou no multishow. Acho que já comentei com umas 10 pessoas sobre esse programa, rolou uma sintonia fina entre alguns seres da Terra, precisamente brasileiros, diria. Eu até fiz o post do Wish you were Here. E decidi comprar o cd (finally) no mesmo dia que meu amiguinho Helio decidiu (ele me contou isso sexta, na matriz). Eu diria que é o cúmulo da coincidência, mas, pelos fatos do dia passado, ficou até sem graça.
Fato é: Shine on You Crazy Diamond é a música da vez. Me faz lembrar meu dia inesquecível em Pipa, verão de 98, I guess. Uma porraaada de estudantes alucinados indo de encontro ao famoso carnaval de Olinda, passando por mais um também famoso ENEA (djísus...) em Natal, dando um time nas praias de Pipa, até o primeiro grito ecoar. Eu até hoje não sei o que fazia com aquela gente toda, mas enfim, estava lá...Totalmente enegrescida de Sol, sem pooooooorra nenhuma pra fazer, data pra voltar, namorado despachado para Porto Alegre, ainda com meus quilinhos no lugar, uma flor de juventude! E ainda assim, a quantidade de gente em minha volta me irritou, assim que chegamos em Pipa. Depois de um extenso dia na praia (exaustiiiivo) e um almoço regado ao pior macarrão do MUNDO, resolvi que era hora de sair estrategicamente pela direita. Literalmente pela direita, dei um perdido naquela extensa cidade (hahaha) e fui parar na Praia do Amor, que fica só mais uns passinhos pra lá de Pipa. Fui sozinha, pra poder sacar o que era realmente estar ali, naqueles lugares ma-ra-vi-lho-sos, enquanto minha turminha de faculdade dava um rolé pelos castelos da França (é verdade!). Preferi ensacar uns biquinis e passar quase dois meses no nordeste, na zona completa e absoluta, enquanto era a hora. (Ok, um dia eu vou visitar os castelos da França também...). CHeguei no topo da falésia, tive que descer uma looonga escada de madeira, até a praia. Não tinha ninguém lá, ninguém at all, a não ser uma barraquinha de sapê vendendo água de côco e tocando reggae. Resolvi fazer contato, pelo menos para arrumar uma aguinha porque o fôlego chupou toda a água do meu corpo na descida. Comprei meu coquinho, arrumei uma cadeirinha de praia, dessas de madeira, relaxei e pronto. Já estava configurado o cenário: o Sol se punha nas águas da praia do Amor, e eu curtindo um dia feliz só pra mim, olhando aquele céu...Acho que o moço da barraquinha era um sensitivo desses, porque na hora que eu realizei tudo isso ele tirou o reggae, tranquilamente, e botou Shine on YOu...só para mim. Só para mim e a praia do Amor.
Isso já faz tempo demais, mas é uma das experiências que eu SEI que nunca vou esquecer. Não somente pela música, nem somente pela praia, nem pelo Sol e pela água morna do mar. Foi um desses momentos em que tudo se encaixa, tudo é perfeito e serve pra você, e nada mais é necessário. And That?s what I call hapiness.
Bahh...
:: Marcia Furriel 3:47 a.m.
[+] ::
...
|
| [::..perfil..::] |
"...[R]eturning to the Red Drum for sets, to hear Bird, whom I saw distinctly digging Mardou several times also myself directly into my eye looking to search if I was really the great writer I thought myself to be as if he knew my thoughts and ambitions or remembered me from other night clubs and other coasts, other Chicagos--not a challenging look but the king and founder of the bop generation at least the sound of it in digging his audience digging his eyes, the secret eyes him-watching, as he just pursed his lips and let great lungs and immortal fingers work, his eyes separate and interested and humane, the kindest jazz musician there could be while being and therefore naturally the greatest--watching Mardou and me in the infancy of our love and probably wondering why, or knowing it wouldn't last, or seeing who it was would be hurt, as now, obviously, but not quite yet, it was Mardou whose eyes were shining in my direction, though I could not have known and now do not definitely know--except the one fact, on the way home, the session over the beer in the Mask drunk we went home on the Third Street bus sadly through night and throb knock neons and when I suddenly leaned over her to shout something further (in her secret self as later confessed) her heart leapt to smell the "sweetness of my breath" (quote) and suddenly she almost loved me--"
DO LIVRO The Subterraneans
|
| [::.. perfil sarcástico..::] |
 |
|