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::5.9.03::
WHILE MY EYES...
GO LOOKING FOR FLYING SAUCERS IN THE SKY




Praia do Flamengo, Avenida Oswaldo Cruz, Praia de Botafogo. Deixei meu amigo Gustavo na casa das tias, depois de horas de papo, vidas em dia, trocas de confidências e história recentes. Passei na frente do mesmo prédio, mas já são outros tempos. Cruzei as praias, pensando nas confidências, na afirmativa mais surreal que eu pude ouvir nos últimos...5 meses!
“Mas tudo que aconteceu foi forte demais pra você, você AINDA não superou tudo!”. Assim, dito por um amigo que eu vejo a cada ano e meio!!!! E não foi nem uma pergunta, um “achismo”. Foi quase como uma constatação, vista com olhos imparciais e clementes. Eu fiquei chocada, fiz cara de espanto, me senti até ultrajada, mas era tudo verdade. Claro que não superei, claro que às vezes tudo volta, bate saudades, bate tristeza. Mas na verdade ninguém jogou assim, tão limpo, na minha cara, que ainda tenho coisa pra se enfrentar. Ok, você venceu.

Cristo Redentor iluminado, Mourisco com seu letreirão aceso, a minha casa...Há algum tempinho atrás, depois de todo esse papo, eu não teria passado do Flamengo. Teria parado e falado mais alguma baboseira qualquer, daquelas que saem AOS MONTES da minha imensa boca. Esgotaram essas também. Voltei à lembrança da nossa conversa, da felicidade do meu amigo com a sua nova garota, da química do beijo, das coisas que acontecem quando não eram esperadas. Lembramos dos nossos momentos de nenhuma expectativa, e de como é ruim ter expectativas. Falamos do tempo da nossa vida, do que ainda deve ser feito, do que precisa ser feito, do que queremos MUITO fazer.

One step at time, ele disse. Engraçado, parece que a semana vem sendo toda assim, com avisos e lembranças de vários lados. Low profile, ande devagar, uma coisa de cada vez. Sim, sim, é o que eu faço, é como eu sou com quase tudo na vida, até demais, acho. Lesada demais. Lesada para perceber os bons sinais. Os maus eu percebo bem mais rápido, quando não adivinho ANTES ou quando mesmo não os CRIO! No Saia Justa dessa semana a Mônica Waldvogel (é assim?) disse que possuia algo como um “sentido de rejeição”. O tema era “você já levou um fora?”, e quando todas elas disseram que tinham, a Mônica disse ter esse “sentido”, que fazia com que ela notasse o fora “se formando”, a decepção chegando, e pulasse fora antes, sem machucados e arranhões. Na hora, eu pensei o mesmo que as outras (que disseram): isso não é “sentido” nenhum, isso é paranóiaaaa! Hahahahahaha. Sou eu.

Bem, paranóica ou não, me senti feliz, depois de estacionar e voltar pro meu quartinho, em saber que estou andando, me soltando, ainda que beeeem devagar. E que é isso que eu QUERO, essa é a parte principal. Não quero guardar nada de ruim, nem sentir saudades. Só andar por aí, one step at time, e descobrindo as coisas maravilhosas da vida, COMO...

Sair de casa às 9 da manhã, sob um SOL DO RIO DE JANEIRO que é a coisa mais deliciosa de se ter, (e é para todos!!!!), pegar o carro, passear pelo Leblon, Avenida Niemeyer, ouvindo música na maior altura (que é a melhor parte de se ter um carro, sem dúvida nenhuma!) e perceber que nada nessa vida de hoje me impede de estar acordada, fresca e bela, mesmo indo trabalhar. Hoje à noite vou encontrar mais uma vez as amigas, que não me canso nunca de encontrar, e mais uma vez vamos rir, dançar loucamente, beber nossas coisinhas, acabar de manhã com a cara amassada e o rímel borrado, e feeliiiiizes que nem pintinhos no lixo. Olha só que vida boa!

E quando tocou “Besta é Tu” no cd, os versos que eu guardei para colar no final eram esses:

“...E pra ter outro mundo
é "precinecessário"
viver, viver contanto em qualquer coisa
olha só, olha o sol
o maraca Domingo
o perigo na rua
o brinquedo menino
a morena do Rio
pela morena eu passo o ano olhando o Rio
eu não posso com o simples requebro
eu me passo, me quebro e entrego o ouro...”



:: Marcia Furriel 12:46 p.m.


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...

[::..perfil..::]

"...[R]eturning to the Red Drum for sets, to hear Bird, whom I saw distinctly digging Mardou several times also myself directly into my eye looking to search if I was really the great writer I thought myself to be as if he knew my thoughts and ambitions or remembered me from other night clubs and other coasts, other Chicagos--not a challenging look but the king and founder of the bop generation at least the sound of it in digging his audience digging his eyes, the secret eyes him-watching, as he just pursed his lips and let great lungs and immortal fingers work, his eyes separate and interested and humane, the kindest jazz musician there could be while being and therefore naturally the greatest--watching Mardou and me in the infancy of our love and probably wondering why, or knowing it wouldn't last, or seeing who it was would be hurt, as now, obviously, but not quite yet, it was Mardou whose eyes were shining in my direction, though I could not have known and now do not definitely know--except the one fact, on the way home, the session over the beer in the Mask drunk we went home on the Third Street bus sadly through night and throb knock neons and when I suddenly leaned over her to shout something further (in her secret self as later confessed) her heart leapt to smell the "sweetness of my breath" (quote) and suddenly she almost loved me--"

DO LIVRO
The Subterraneans
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Tina the Troubled Teen
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