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Letras de Música




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::1.11.03::
PRIMEIRAS PALAVRAS



O prenúncio foi bom. Depois de alguns momentos de angústia, para enfim me sentar na cadeira da g-17, relaxei. Já estava dentro do show, e era questão de minutos, quando começo a ouvir a Nina tocando no ambiente. Engraçado lembrar de um post atrás, quando imaginei a loirinha corcunda inglesa trocando figurinhas com a negona americana, ambas poderosas. Mais uma vez, pensei na semelhança do sofrimento na voz dessas mulheres...E então, começou.

Até agora não estou absolutamente recuperada. No estado temperamental das coisas, assisti o show inteira contraída, apertando os dedos de uma mão com a outra, e sempre, sempre, pensando naqueles dois vincos na testa, os olhos fechados e uma espécie de dor que saía de tudo...No entanto, a voz suave, fininha até, voz de mocinha romântica, letras falando sobre os mysteries of love, e como, ah como!, eu queria estar ali, anytime. Às vezes me virava e encontrava outro olhar de adoração, um breve beijo, um romance.

Do what you gotta do
Don’t misunderstand me…


Mais músicas, e eu mantendo a esperança de ouvir qualquer uma do Portishead, mesmo achando que ela não tocaria mesmo...Rustin Man ameaçou o início de Mysterons, eu OUVI! Mas foi só um gosto amargo na boca. O espanto de ver aquela mesma magrelinha de culotes cantando quase como uma amazona em fúria, com o violão em punho, aqueles gritos enlouquecedores!!! E mais uma vez pensei o que já havia concluído a looong time ago, da primeira vez que ouvi sua voz em minha vida: isto, meu amigo, é sexo em melodias. O final compassado, crescente, entorpecente e enfim, explosivo de Funny Time of the Year não me deixa mentir...Quem viver, verá.

Corta para o fim do show, muitas, MUITAS palavras e emoções, e eu ainda não conseguia pensar em nada. Certamente, um “tic” na minha to do list da vida, mais um, ó tempos felizes!!! Parei então, de ouvir os depoimentos e fui andando até o banheiro, na esperança que ele fosse longe o suficiente para aumentar meus preciosos minutos de degustação solitária...Foi um longo caminho, de fato, e eu andei pensando na mulher linda que eu vi. Não, eu não queria ser Beth Gibbons, nem queria comer Beth Gibbons...Queria sim, encontrá-la na fila do banheiro, e, perdoando a minha falta de modéstia momentânea, dizer que eu entendo. Entendo o sofrimento, entendo a desesperança, o romantismo e o descontrole, mas, acima de tudo, eu entendo aquelas duas rugas contraídas na testa. How can it feel, this wrong.


:: Marcia Furriel 3:48 p.m.


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...

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"...[R]eturning to the Red Drum for sets, to hear Bird, whom I saw distinctly digging Mardou several times also myself directly into my eye looking to search if I was really the great writer I thought myself to be as if he knew my thoughts and ambitions or remembered me from other night clubs and other coasts, other Chicagos--not a challenging look but the king and founder of the bop generation at least the sound of it in digging his audience digging his eyes, the secret eyes him-watching, as he just pursed his lips and let great lungs and immortal fingers work, his eyes separate and interested and humane, the kindest jazz musician there could be while being and therefore naturally the greatest--watching Mardou and me in the infancy of our love and probably wondering why, or knowing it wouldn't last, or seeing who it was would be hurt, as now, obviously, but not quite yet, it was Mardou whose eyes were shining in my direction, though I could not have known and now do not definitely know--except the one fact, on the way home, the session over the beer in the Mask drunk we went home on the Third Street bus sadly through night and throb knock neons and when I suddenly leaned over her to shout something further (in her secret self as later confessed) her heart leapt to smell the "sweetness of my breath" (quote) and suddenly she almost loved me--"

DO LIVRO
The Subterraneans
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Tina the Troubled Teen
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