::30.12.03::
APAGANDO AS LUZES...
Me lembrei do manual que veio junto com a revista do mês passado: Manual das Mulheres em Fúria. Tinha um textinho onde a moça falava sobre como era bom quando a gente ligava e pedia pra nossa mãe vir nos buscar. Eu fiz isso algumas vezes, nas festinhas, por mais que morresse de vergonha da mamãe chegando de táxi na portaria, enquanto os amiguinhos olhavam da varanda...Enfim, pequenos traumas de infância.
Eu estou aqui pela última vez. Já gravei tudo, já limpei tudo, só falta apagar meus e-mails e fotos de família (ninguém merece)...mas não quero ir. Quer dizer, eu vou, e vai ser ÓTIMO, e a minha completa e total falta de expectativas é a minha GRANDE EXPECTATIVA de 2004. Mas queria ligar agora, e pedir pra ela vir me buscar...
Dediquei 2 anos e blau da minha vida a esse trabalho, que me deu um monte de coisas boas, um bom dinheiro, uma tv, um carro, uma cirurgia de ovário...Amigos, por poucos que sejam (os que valhem a pena), muita experiência, de relacionamentos entre “colegas”, de trabalho, de poder. Ganhei mais um computador power com Internet 100% do tempo, o que favoreceu em muito a existência desse blog (porque inspiração não escolhe local). Agora até isso se desfez, e, como eu já falei, o ano começa em panos brancos, liso, puro.
Me dediquei, nesse ano que finda, a muitas outras coisas, muitos outros desejos e necessidades, a outras pessoas. Dois mil e Três chega ao fim, e acabou. Resolução de ano novo: parar de me dedicar a isso tudo, parar de inventar futuros felizes, parar de tentar achar soluções mirabolantes para o que é claramente inviável. Parar de me achar inviável. Parar de achar OS OUTROS inviáveis.
Nos últimos anos...sei lá, últimos 5 anos da minha vida, eu só realizei uns 2 ou 3 desejos, umas 2 ou 3 PROPOSTAS. (Essa palavra é importante demais pra mim, precisou rolar um negrito). Mas quem diria que euzinha, com 21 anos, imaginaria estar sentada aqui agora, digitando isso, no projac, dirigindo UM CARRO, tendo dinheiro finalmente para viajar pra qualquer lugar NO MUNDO, e tempo também???? A única coisa que eu imaginava ter nessa altura da vida é a única que eu realmente não tenho. E é a minha maior proposta, é a razão maior da minha vida, é o que me estrangula e me move para frente, é a visão do sonho ideal...E em 2004, eu preciso prometer que vou me libertar disso, e pedir para somente viver em PAZ.
Esse deve ser o último post de 2003, se eu conseguir ficar longe de computadores em geral ou bêbada demais comemorando a chegada das amigas no Jobi. Se for de fato, deixo um enorme beijo para todos os que viveram por aqui comigo, far away so close, para os que já viviam bem mais perto e agora vivem também aqui e finalmente, para os que saíram daqui para a vida real, tradicional carne e osso, que é, sem sombra de dúvidas, a melhor que se pode ter.
Dois mil e Quatro BOMBANDO, hum??:-)
Besos amigos:*
:: Marcia Furriel 5:08 p.m.
[+] ::
...
|
| [::..perfil..::] |
"...[R]eturning to the Red Drum for sets, to hear Bird, whom I saw distinctly digging Mardou several times also myself directly into my eye looking to search if I was really the great writer I thought myself to be as if he knew my thoughts and ambitions or remembered me from other night clubs and other coasts, other Chicagos--not a challenging look but the king and founder of the bop generation at least the sound of it in digging his audience digging his eyes, the secret eyes him-watching, as he just pursed his lips and let great lungs and immortal fingers work, his eyes separate and interested and humane, the kindest jazz musician there could be while being and therefore naturally the greatest--watching Mardou and me in the infancy of our love and probably wondering why, or knowing it wouldn't last, or seeing who it was would be hurt, as now, obviously, but not quite yet, it was Mardou whose eyes were shining in my direction, though I could not have known and now do not definitely know--except the one fact, on the way home, the session over the beer in the Mask drunk we went home on the Third Street bus sadly through night and throb knock neons and when I suddenly leaned over her to shout something further (in her secret self as later confessed) her heart leapt to smell the "sweetness of my breath" (quote) and suddenly she almost loved me--"
DO LIVRO The Subterraneans
|
| [::.. perfil sarcástico..::] |
 |
|