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::13.1.04::
AMOR NOS TEMPOS DE CÓLERA

Djísus....esse mundo de blogs é uma coisa e tanto...E é realmente pessoal. Pessoal e intransferível, o que cada um fala, ou pelo menos o que se escreve. Amores feitos e desfeitos, lavação de roupa suja, desejos impublicáveis publicados, vontades escancaradas, rancores despedaçados em pequenas palavrinhas cortantes. Montes e montes de mulheres apaixonadas, Djísus! Muitas reclamações, mas muitas declarações. Cada declaração que dá pena, ou inveja, ou sorrisos ou lágrimas. "Conhecer" pessoas que andam por aí, nos mesmos lugares que você, mesmo que eventualmente eu nunca tenha trocado palavra com muitas delas. Desconhecer as que cheguei a trocar, desconhecer os verdadeiros sentimentos por trás das linhas.

De tudo, o que mais dói é o depois. Dói é não saber da pessoa que esteve por perto por tão pouco tempo, ou então por tanto tempo, só que agora não existem mais, são só exposições ridículas. Dói saber que dói em tanta gente. E de pensar cada coisa de especial, quando nada de verdade é especial. Mistério sempre há de pintar por aí.

Essa coisa de remoer é feia. Essa coisa de mexer nos arquivos é feia. Eu mesma resolvi brincar de ler os meus próprios passados, e não consegui tragar a maioria absoluta deles. Às vezes, é divertido. Mas na maioria das vezes vem junto uma grande, enorme vontade de voltar atrás. Eu não consigo mais pensar em voltar atrás sem ter uma forte sensação de enjôo. Fui fuçar o arquivo da minha vida, e me dei mal. Fui tentar reconstruir algo que teoricamente valia como "jamais teremos isso de novo". Jamais tudo isso acontece de novo. Só de pensar no "de novo", e na infelicidade final, dá uma raiva insana. Porque tudo deveria ser, mas não é. Desculpe, eu fiz um Bicho de Sete Cabeças. Não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça. Porém (ahhh porém...) eu durmo aflita com ele quase todas as noites, esse bicho, mas sem nunca ter forças para mandá-lo embora para longe. Tenho mais medo do escuro.

Eu entendo essa menina, eu entendo e me espantei com o que ela teve coragem de escrever. Eu quis gritar e correr para perto, e não fiz. Eu quis escrever com raiva e fúria, e eu fiz. Foi mais fácil mas não menos insatisfatório. Enfim, tudo nessa vida acaba. Vou fechar os olhos, afastar o Bicho de mim e me jogar, na mais profunda noite sem ilusões, sem ninguém e fria. Meu maior medo de todos.


:: Marcia Furriel 2:12 a.m.


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"...[R]eturning to the Red Drum for sets, to hear Bird, whom I saw distinctly digging Mardou several times also myself directly into my eye looking to search if I was really the great writer I thought myself to be as if he knew my thoughts and ambitions or remembered me from other night clubs and other coasts, other Chicagos--not a challenging look but the king and founder of the bop generation at least the sound of it in digging his audience digging his eyes, the secret eyes him-watching, as he just pursed his lips and let great lungs and immortal fingers work, his eyes separate and interested and humane, the kindest jazz musician there could be while being and therefore naturally the greatest--watching Mardou and me in the infancy of our love and probably wondering why, or knowing it wouldn't last, or seeing who it was would be hurt, as now, obviously, but not quite yet, it was Mardou whose eyes were shining in my direction, though I could not have known and now do not definitely know--except the one fact, on the way home, the session over the beer in the Mask drunk we went home on the Third Street bus sadly through night and throb knock neons and when I suddenly leaned over her to shout something further (in her secret self as later confessed) her heart leapt to smell the "sweetness of my breath" (quote) and suddenly she almost loved me--"

DO LIVRO
The Subterraneans
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Tina the Troubled Teen
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