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::13.3.04::
MAXIMA CULPA
Green lights, seven eleven. Meu ponto de chegada (e de partida) foi o Jobi. Sim, não se deve magoar uma sexta-feira. Não se deve magoar demais, nada nem ninguém, a não ser que se tenha muita raiva. Lá fui eu, armada com meu melhor decote, alguns pensamentos, pouco dinheiro na carteira. Sentar e beber, o de sempre. Sonhar e questionar, o comum. Pensar e repensar os atos, coisa que se faz só perto de amigos, coisa que se faz porque se quer, porque sente culpa. Sinto culpa, porque não sei agir de outra maneira. Não sou uma pessoa carinhosa. Não sei dar carinho, coisa mais feia de se dizer. Não sei dizer as coisas simples, e olha que conheço palavras meigas. Razão pela qual sofro, mas não é isso que importa no momento. O que importa é dizer que o mundo é grande demais, triste demais, violento demais. Importa dizer que sinto falta de certas coisas, mas mais do que tudo sinto falta de momentos. Acontece que faço meus momentos a cada minuto do dia (e da noite). E se não fiz melhores, mea culpa. Culpa, culpa, e olha que não tenho religião. Culpa, e entretanto não me importaria de falar com você agora. Culpa, e mais uma sexta-feira passa, e eu sobrevivi. Culpa, e eu ainda penso em tentar uma última vez. Culpa de escrever aqui, e de pensar em idéias equivocadas.

Saí de casa arrumada para o Jobi, e estava lendo as receitas eróticas da Isabel Allende, aqueles pratos esquisitos que eu, como uma péssima gourmet, nunca serei capaz de fazer. E ela descrevia seus encontros com homens que cozinhavam, e dominavam sua cozinha, e a deixavam sentada, espectadora pulsante do que seu homem produzia, e o que é um homem que sabe cozinhar? Me deixei levar por aí, e de pensar nas poucas roupas que se deve usar...E de pensar que tudo, absolutamente tudo, acontece a cada minuto, e que a vida passa sempre, e que eu absolutamente perco tempo em não lhe dizer o simples, e não lhe dar o simples, e em não prometer nada...Um molho frio de pimenta e cebolas, um pouco de manteiga, uma cozinha feita de tijolinhos vermelhos, ao lado de um fogão à lenha, num dia frio esquisito, onde não há escapatória: é o simples, é o básico, somos nós dois. Eu quero comer da sua comida, e cozinhar para você. Quero fazer o que for preciso, porque na vida, não há tempo a perder. O que for preciso, o que for preciso...Eu posso até rir.

Pena que eu nunca fui uma pessoa carinhosa. Mas ouço Marvin Gaye:

I want you the right way
I want you but I want you to want me too
I want you to want me baby
Just like I want you


:: Marcia Furriel 3:10 a.m.


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...

[::..perfil..::]

"...[R]eturning to the Red Drum for sets, to hear Bird, whom I saw distinctly digging Mardou several times also myself directly into my eye looking to search if I was really the great writer I thought myself to be as if he knew my thoughts and ambitions or remembered me from other night clubs and other coasts, other Chicagos--not a challenging look but the king and founder of the bop generation at least the sound of it in digging his audience digging his eyes, the secret eyes him-watching, as he just pursed his lips and let great lungs and immortal fingers work, his eyes separate and interested and humane, the kindest jazz musician there could be while being and therefore naturally the greatest--watching Mardou and me in the infancy of our love and probably wondering why, or knowing it wouldn't last, or seeing who it was would be hurt, as now, obviously, but not quite yet, it was Mardou whose eyes were shining in my direction, though I could not have known and now do not definitely know--except the one fact, on the way home, the session over the beer in the Mask drunk we went home on the Third Street bus sadly through night and throb knock neons and when I suddenly leaned over her to shout something further (in her secret self as later confessed) her heart leapt to smell the "sweetness of my breath" (quote) and suddenly she almost loved me--"

DO LIVRO
The Subterraneans
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Tina the Troubled Teen
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