::17.3.04::
NOSOTROSSín luces. Saio do quarto vestida com muitas roupas, mais do que alguma vez vesti para ir ao seu quarto. Um xale de lã cinza, uma saia pesada com várias camadas de pano, meias, sapatos apertados, tudo preparado para a madrugada escura lá fora. Entro, está tudo bem escuro e quente, como de costume. Somente uma nesga de Luz, sobre o seu peito, meio descoberto pelas mantas. Silenciosamente, me ajoelho frente à sua cama, lhe observo pela última vez. Um minuto, e depois me levanto com cuidado a olhar o resto do quarto. Suas coisas, seus livros mal cuidados, sua caneca de lata, algumas velas, uma cigarreira velha. Papéis jogados por todos os móveis de madeira pesada e antiga, móveis que sempre me pareceram gigantes animais de pedra repousados, encostados nas paredes de barro, como anciões esperando pela morte. Volto meu olhar, pela última vez, me sento ao lado da sua cama, você tem sono pesado, não vai me ouvir. Passo a mão pelos seus pés, carícia que gostava, e a intenção é realizada: não acorda, mas em seu rosto abre um sorriso. O mesmo sorriso que abria quando estávamos juntos, nos nossos segredos da cama. O mesmo que não conseguia fingir, quando eu entrava sorrateira, nas noites daquele verão, com minha camisola de algodão bordado, e você fingia que dormia. Só o riso lhe denunciava. Beijo sua boca pela última vez, lhe cubro direito, ajeito seu corpo na cama e saio. Vai acordar e não vai me ver, vai acordar sem saber porque sumi. Vai acordar e pensar porque fugi do seu amor, das suas carícias e do seu sorriso místico. Vai querer explicações, e eu nunca lhe darei. Nunca eu saberia dizer, porque fugi dos móveis de madeira antiga, da caneca e dos papéis velhos. (Ainda lhe amo). Acontece que fugir sempre foi minha única opção.
Nosotros Pedro Junco Jr
Atiéndeme, quiero decirte algo Que quizás no esperes, doloroso tal vez. Escúchame que aunque me duela el alma Yo necesito hablarte y así lo haré.
Nosotros, que fuimos tan sinceros, Que desde que nos vimos Amandonos estamos, Nosotros, que del amor hicimos Un sol maravilloso, romance tan divino.
Nosotros, que nos queremos tanto, Debemos separarnos, no me preguntes más. No es falta de cariño, te quiero con el alma, Te juro que te adoro, Y en nombre de este amor Y por tu bien te digo adiós. Y por tu bien te digo adiós.
:: Marcia Furriel 12:05 p.m.
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"...[R]eturning to the Red Drum for sets, to hear Bird, whom I saw distinctly digging Mardou several times also myself directly into my eye looking to search if I was really the great writer I thought myself to be as if he knew my thoughts and ambitions or remembered me from other night clubs and other coasts, other Chicagos--not a challenging look but the king and founder of the bop generation at least the sound of it in digging his audience digging his eyes, the secret eyes him-watching, as he just pursed his lips and let great lungs and immortal fingers work, his eyes separate and interested and humane, the kindest jazz musician there could be while being and therefore naturally the greatest--watching Mardou and me in the infancy of our love and probably wondering why, or knowing it wouldn't last, or seeing who it was would be hurt, as now, obviously, but not quite yet, it was Mardou whose eyes were shining in my direction, though I could not have known and now do not definitely know--except the one fact, on the way home, the session over the beer in the Mask drunk we went home on the Third Street bus sadly through night and throb knock neons and when I suddenly leaned over her to shout something further (in her secret self as later confessed) her heart leapt to smell the "sweetness of my breath" (quote) and suddenly she almost loved me--"
DO LIVRO The Subterraneans
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